quinta-feira, agosto 21, 2008

Despoluição do rio Pinheiros

DIÁRIO DO GRANDE ABC - 16/08/2007
Represa Billings receberá água do Pinheiros no final do mês
Adriana FerrazDo Diário do Grande ABC
Agora parece que é pra valer: os testes de flotação do Rio Pinheiros começam no próximo dia 31. O sistema de tratamento de água permitirá o bombeamento de 10m³ por segundo para a represa Billings, que recebe, hoje, seis pontos de monitoramento diário para atestar a qualidade da água e o perigo ambiental do processo.
O volume é cinco vezes menor que o desejado pelo governo. Após os testes, a pretensão é a de enviar 50m³ por segundo ao manancial. Prova, segundo ambientalistas, de que a intenção final do governo não seria a de despoluir os rios e represas da Região Metropolitana de São Paulo, mas gerar energia na usina Henry Borden, em Cubatão.
O uso múltiplo da represa é tema de discussão no setor desde fevereiro de 2001, quando o projeto de flotação foi lançado. Deputados, ambientalistas e o Ministério Público Estadual iniciaram uma verdadeira batalha pela proteção da Billings. O impasse estava relacionado à falta de um EIA-Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).
Exigências - Depois de muita negociação, o MPE aceitou a realização dos testes, mediante exigências. A secretária de Saneamento e Energia do Estado, Dilma Pena, explica que o acordo firmado prevê um controle responsável.
"A flotação nunca foi aplicada em grande vazão, por isso a dúvida se é ou não eficiente. No acordo assinado há um mês, resolveu-se que o bombeamento será de apenas 10m³, ao longo dos últimos cinco quilômetros do rio. Essa é uma ação concentrada para acelerar a despoluição do Pinheiros. Vamos torcer para que dê certo", diz.
Para o trabalho de flotação, serão necessárias sete estações de tratamento no Rio Pinheiros, além de equipamentos modernos, já adquiridos pela Petrobras. O resultado dos testes, que deve sair em seis ou nove meses, confirmará se a água será ou não classificada como limpa.

'A flotação é um estupro concedido'
Adriana FerrazDo Diário do Grande ABC
Para um grupo de ambientalistas, a decisão do governador José Serra pode ser decisiva para a vida útil da represa Billings. O risco de que o sistema de flotação não consiga retirar a maior parte do esgoto do Rio Pinheiros - e ainda assim, a reversão seja permitida - causa revolta na classe, que pede seriedade do governo.
O presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy, considera a estratégia como uma 'estupidez sem procedentes'. "Posso dizer que esse projeto é um estupro concedido. A Billings será envenenada. O estudo de impacto ambiental deveria ter sido feito antes dos testes, não em paralelo."
Segundo Bocuhy, a técnica escolhida é uma 'falácia'. "A flotação não é para despoluir a água da Billings nem para priorizar a qualidade do abastecimento público. Isso está sendo feito para atender às necessidades das indústrias de Cubatão. É puro interesse do setor de energia. O governador foi mal informado", conclui.

Riscos podem suspender testes no sistema
Adriana FerrazDo Diário do Grande ABC
O Ministério Público Estadual revela nova postura em relação à flotação do Rio Pinheiros. Segundo o promotor de Meio Ambiente do Estado, José Eduardo Ismael Lutti, o sistema permitirá ganho para todos os envolvidos.
"A Billings ganhará mais uma fonte de abastecimento. A usina Henry Borden, que é estratégica por produzir energia barata e dez vezes mais eficiente que a de Itaipu, poderá aumentar sua capacidade. E a a população ganha porque a água coletada será de melhor qualidade. Mas caso os estudos revelem problemas, poderemos suspender os testes."
O novo discurso pode possibilitar, a longo prazo, a reversão constante da água do Pinheiros para a Billings, condição proibida em 1989 pela Constituição do Estado.
A perspectiva gera nova polêmica. O deputado estadual Donisete Braga (PT-Didema) teme que a represa vire uma fossa de esgoto. "É necessário um acompanhamento independente. Há a exigência legal de que a água bombeada seja da classe 2, considerada a potabilidade ideal", pede.
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domingo, agosto 17, 2008

De vez em quando..


Ah se não fosse obrigatório..

Com o exemplo que a classe política brasileira dá todos os dias, em nosso dia a dia, de amplo desrespeito ao dinheiro público, falta de ética e tudo quanto é sacanagem.. Duvido que pelo menos a metade dos eleitores frequentariam as urnas, para participar de uma eleição.
Ao menos aí, se não fosse obrigatório o cidadão eleitor, teria o direito de expressar que não é trouxa e que está de saco cheio de ver o país ser assaltado!

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