Na real estava sentindo como seria bom notar a brisa do vento e seu efeito na natureza.
Imaginei então uma ampla área verde, cortada por uma estrada. Alguns animais privilegiados se alimentavam, umas vacas.
Quanta paz, e quanto engano.
Aquilo era o inverso do natural, e me detive por alguns instantes nessa imaginação, por um motivo qualquer que só depois fui notar.
Também o que o homem consome é parte da razão de suas tragédias.
???
Os pobres animais que avistei, são apenas vítimas dessa cultura. O gado.
Consumido ao extremo e em cada milímetro de sua carne e até de sua imagem.
Publicitários já usaram a imagem do animal para colocar canções publicitárias em suas bocas, já o fizeram dançar e até lançar marcas, novas marcas de alimentos, novos logos...
Mas o animal é vítima, da fúria que devora e que poucos percebem. Vítima da super exploração.
O desejo de comer carne, as churrascarias, os prazeres do churrasco. Tudo o que envolve a carne de grandes animais bovinos.
Para criá-los é preciso derrubar árvores, e criar grandes pastagens, áreas verdes. Aqueles que me deparei observando o suave toque do vento.
Então onde antes havia vegetação nativa, com inúmeros habitantes de uma extensa fauna, resta a pastagem.
Por um momento pode-se iludir com a paz que uma imagem dessas traz com o toque do vento.
Mas a devastação, produz efeitos catastróficos. Seca intensa, chuvas torrenciais, e tudo o que assistimos.
Parte da tragédia ambiental que vivemos nestes últimos anos, também é fruto do que consumimos.
O natural, o que faria muito bem ao planeta, seria preservar a maior extensão possível de mata nativa.
Evitando, ao menos em parte, a fúria da natureza.
Foi então que notei que nem sempre o leve toque de vento, indica só a paz e a tranquilidade.
Pode ser um alarme.
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